Foto: Getty/Wavebrakemedia

Fórum Internacional sobre Inclusão e Equidade na Educação começa em Cali

11 de Setembro de 2019

“Idéias, propostas, e políticas podem avançar para o caminho da educação inclusiva, para que ela seja diária, fortalecendo a diversidade linguística e cultural, nos espaços educacionais e na família”, afirmou María Victoria Angulo, Ministra da Educação Nacional da Colômbia, durante sua apresentação na abertura do Fórum Internacional sobre Inclusão e Equidade na Educação, realizado em Cali, Colômbia, até 13 de setembro.
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Vernor Muñoz sobre Fórum da UNESCO: “Este é um marco para construir a inclusão”

No âmbito do Fórum Internacional sobre Inclusão e Equidade na Educação, organizado pela UNESCO, em parceria com o Ministério da Educação da Colômbia e a Prefeitura de Cali, a ALER e a CLADE conversaram com Vernor Muñoz, ex-Relator Especial da ONU sobre o direito à educação e diretor de políticas e advocacia da Campanha Mundial pela Educação (CME). O evento acontece em Cali (Colômbia), de 11 a 13 de setembro. (mais…)


Foto: UNESCO

CLADE participa do fórum internacional da UNESCO sobre inclusão e equidade na educação

10 de Setembro de 2019

Como promover legislação, políticas, programas e práticas para a educação inclusiva? Que medidas os governos devem adotar para garantir ambientes de aprendizado inclusivos e iguais? Que recomendações são feitas para promover a inclusão e a equidade na educação? Com base nessas e em outras questões, são promovidos os debates do “Fórum Internacional da UNESCO sobre Inclusão e Equidade na Educação”. O evento acontece em Cali, Colômbia, de 11 a 13 de setembro. (mais…)


Foto: UNESCO

GEM/UNESCO promove consultas virtuais sobre educação inclusiva na América Latina e no Caribe

3 de Setembro de 2019

O Relatório de Monitoramento Global da Educação da UNESCO (GEM) está desenvolvendo uma edição regional especial, que será lançada no próximo ano: o GEM 2020 sobre o Direito à Educação e a Inclusão na América Latina e no Caribe. Seu objetivo é contribuir com a conscientização e a compreensão, sobre áreas críticas para a inclusão educacional na região. (mais…)


Foto: Carlos Salazar

Dia Internacional dos Povos Indígenas: CLADE comemora a restauração da Escola Ayllu de Warisata

10 de Agosto de 2019

No contexto do Dia Internacional dos Povos Indígenas (9 de agosto), comemoramos uma importante notícia: o governo da Bolívia realizou a entrega oficial da Escola Ayllu de Warisata restaurada.

Tendo funcionado inicialmente por um curto período, de 1931 a 1940, a escola é considerada uma das experiências de educação mais significativas da América Latina e do Caribe, por transmitir os princípios de liberdade, solidariedade, reciprocidade, revalorização da identidade cultural e produção comunitária e sustentável, em harmonia com a mãe terra. A escola, reconhecida como monumento e patrimônio nacional, foi restaurada e segue viva, assim como os ideais que levaram à sua criação. (mais…)


Foto: CLADE

Chile e Guatemala foram revisados ​​em relação ao cumprimento do ODS 4 na ONU

17 de Julho de 2019

No Fórum Político de Alto Nível da ONU, plataforma oficial de monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em âmbito mundial, relatórios voluntários sobre a implementação dessa agenda foram apresentados pelos Estados do Chile e da Guatemala. Da região de América Latina e Caribe, quatro países anunciaram que participariam da revisão de 2019, relatando suas ações para o cumprimento dos ODS: Chile, Guatemala, Brasil e El Salvador. No entanto, esses dois últimos anunciaram às vésperas do Fórum Político de Alto Nível que não participariam mais da revisão.

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Stonewall: A importância de lutar por uma educação que fortaleça a diversidade

27 de Junho de 2019
The Stonewall Inn, bar onde começaram as manifestações LGBTI, em Nova Iorque (Estados Unidos). Foto: divulgação.

Na madrugada de 28 de junho de 1969, se iniciou um protesto em Nova Iorque que duraria seis dias, e ficou conhecido como os “Distúrbios de Stonewall”. Na ocasião, pela primeira vez na história dos Estados Unidos, a comunidade LGBTI [Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Intersexuais] lutou contra um sistema que perseguia os homossexuais, com a aprovação do governo. Desde então, o evento, que aconteceu no bar gay chamado “Stonewall Inn”, é considerado um marco do movimento de libertação LGBTI, a partir do qual o ativismo pelos direitos dessa comunidade ganhou repercussão no debate público e nas ruas. (mais…)


Foto: PXHere

Brasil: Governo corta mais de 2 mil bolsas de pós-graduação

7 de Junho de 2019

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Brasil anunciou nesta terça-feira (4) o corte de 2,7 mil bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado em universidades do país. A medida não afeta quem atualmente recebe o benefício. Serão cortadas:

  • 2.331 bolsas de mestrado
  • 335 de doutorado
  • 58 de pós-doutorado

Com esse segundo anúncio, a CAPES alcança uma redução total de 6.198 bolsas de estudo em 2019. O novo bloqueio representa uma redução orçamentária de 4 milhões de reais em 2019 e, para 2020, espera-se um corte de 35 milhões de reais.

Em resposta, a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED) publicou ontem (6) uma carta, repudiando a política. “Esta política de enxugamento atingirá os programas mais frágeis, os estudantes mais pobres e as regiões menos assistidas. Isso revela a face mais cruel das políticas de ajuste econômico em andamento”, diz a Associação.

A ANPED também afirma que o atual ajuste econômico aprofunda um modelo competitivo e excludente, fazendo com que a avaliação de mérito justifique uma profunda desigualdade de financiamento entre os programas. “Esse procedimento tem como consequências a diminuição do acesso à pós-graduação no país e o crescimento das assimetrias regionais, o que se coloca na contramão do Plano Nacional de Educação. Ademais, implicará em graves consequências para a pesquisa e, por conseguinte, para o desenvolvimento do país”, diz.


Olmo Calvo Rodriguez

Uruguai: Aumenta o número de pessoas privadas de liberdade que desejam seguir cursos universitários

26 de Maio de 2019

No Uruguai, o número de pessoas privadas de liberdade que desejam seguir uma carreira universitária aumenta a cada ano. Essa informação foi apresentada ao Semanario Búsqueda pelo Pró-Reitor do Comitê de Educação Setorial da UDELAR, Dr. Juan Cristina. Ele indicou que, em 2016, apenas quatro pessoas privadas de liberdade foram inscritas para cursos da Universidade da República (UDELAR), enquanto em 2017 esse número aumentou para 45, e em 2018 houve 100 pré-inscrições. Neste ano, o número de aspirantes a estudos universitários chegou a 200 pessoas.

Os cursos sociais e humanísticos são os preferidos por pessoas privadas de liberdade. Psicologia, Direito, Ciências Sociais e Ciências Econômicas estão entre as opções mais buscadas. A universidade realiza mais de 60 exames por semestre nas prisões.

As mulheres privadas de liberdade representam 15% do total de pessoas reclusas matriculadas na UDELAR – ao mesmo tempo em que representam 4% da população carcerária.

Entre as dificuldades e os desafios enfrentados pela população privada de liberdade, estão: um panorama heterogêneo entre as diferentes faculdades em relação à educação nas prisões (modalidade de ensino, diversidade de critérios, procedimentos administrativos, documentação exigida, etc.); bem como dificuldades na obtenção de autorização para saídas temporárias com a finalidade de estudos.

Com o objetivo de superar algumas dessas dificuldades, UDELAR e Instituto Nacional de Reabilitação do Ministério do Interior estão elaborando um protocolo de ação, que pretende padronizar critérios e conceder melhores condições de acesso à educação superior para a população privada de liberdade.

Além disso, nos primeiros dias do último mês de abril, foi assinado um acordo entre a UDELAR e o Centro Ceibal, pelo qual “foram doados 60 laptops para que sejam usados por estudantes universitários privados de liberdade em diferentes unidades de detenção“. A iniciativa proporcionará uma nova ferramenta de acessos aos materiais educacionais, para que estudantes privadas/os de liberdade avancem em seus estudos.


Com informações de UDELAR, BUSQUEDA e SUBRAYADO


Argentina: Relatório revela a situação de crianças e adolescentes indígenas na educação

1 de Maio de 2019

O novo relatório publicado pelo Observatório Educacional da Universidade Nacional de Pedagogia (UNIPE), intitulado “Estudantes Indígenas nas Escolas Argentinas – Uma população invisível”, afirma que “quase um milhão de pessoas se reconhecem na Argentina como pertencentes ou descendentes a povos originários. Dessas pessoas, 250.000 são crianças ou adolescentes que frequentam a escola. No entanto, o sistema nacional de educação só identifica um terço de seus registros estatísticos como integrantes de comunidades indígenas”.

Afirma-se que o nível de analfabetismo nessas comunidades representa o dobro do índice médio para toda a população da Argentina. Segundo os últimos dados disponíveis, a porcentagem de pessoas analfabetas de 10 anos ou mais, em todo o país, é de 1,9 %. Esse índice alcança 3,7% – cerca de 30.000 pessoas – para as comunidades indígenas. Nota-se também que o nível de analfabetismo é maior entre mulheres pertencentes às comunidades indígenas (4,2%) que entre homens (3,2%) desse mesmo grupo.

O documento indica que 91% das crianças e adolescentes em idade escolar estão no sistema educacional, percentual muito semelhante ao da população não indígena de mesma idade (92%). Porém, cerca de 25.000 indígenas em idade escolar ainda estão sem estudar. No nível primário, a frequência de crianças indígenas é próxima à universalidade (98%), enquanto os valores diminuem 10 pontos percentuais nas idades correspondentes ao ensino médio (88%). Essa tendência também é observada entre a população não indígena. Em relação ao nível inicial, a taxa de frequência escolar de crianças de 4 e 5 anos é de 74%, enquanto para a população não indígena é de 81%.

O relatório chama a atenção para a “distância entre os valores de fontes de informação populacional e do sistema educacional”, destacando que é necessário rever a metodologia dos sistemas de informação para a inclusão adequada dos dados referentes à situação educacional de indígenas. “As diferenças de informação destacam a invisibilidade de uma parcela de nossa população, reproduzindo políticas homogeneizadoras que de modo algum garantem a inclusão de comunidades originárias no sistema educacional, bem como o exercício de seu direito a uma educação intercultural”, argumenta o documento.

Outro dado presente no relatório destaca que, de acordo com a Pesquisa Complementar de Povos Indígenas, 89% das pessoas indígenas com entre 5 e 14 anos que estão no sistema educacional não recebem aulas em seu idioma.

Leia o relatório completo aqui.