Foto: CEPAL

Realizou-se conferência regional sobre desenvolvimento social na América Latina e no Caribe

7 de Outubro de 2019

A Terceira Conferência Regional sobre Desenvolvimento Social na América Latina e no Caribe foi realizada de 1 a 3 de outubro, na Cidade do México. O evento foi organizado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), em parceria com o Governo do México e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). (mais…)


Ações para defender a educação em nossa região e muito mais: CLADE publica seu relatório quadrienal

4 de Outubro de 2019

A CLADE apresenta seu Relatório de Actividades 2015 – 2018. Nesse período, a rede impulsionou uma série de ações de incidência, participação, mobilização, comunicação, articulação interinstitucional, pesquisa, bem como análises e posicionamentos públicos, para contribuir com a realização do direito à educação ao longo da vida.  (mais…)


Centro Linguística da Universidade NOVA de Lisboa

Educação em Portugal: “Se um estudante não está incluído, este é um problema em toda a escola”

13 de Setembro de 2019

ALER e CLADE conversaram com João Costa, vice-ministro da Educação de Portugal, no âmbito de sua participação na mesa-redonda ministerial intitulada “Garantindo que todas e todos os estudantes contem”, no primeiro dia de atividades do “Fórum Internacional sobre Inclusão e Equidade na educação”. O evento acontece entre os dias 11 e 13 de setembro em Cali, Colômbia, por iniciativa da UNESCO, em parceria com o Ministério da Educação da Colômbia e a Prefeitura de Cali. (mais…)


Foto: Pedro Caldas/CUCA da UNE

Brasil: Estudantes, sindicatos docentes e sociedade civil lutam para defender o direito humano à educação

16 de Agosto de 2019

Neste Dia Mundial Humanitário, afirmamos que as mobilizações lideradas por estudantes, profissionais da educação e sociedade civil que aconteceram em todo o país no dia 13 de agosto são uma forte reação e um sinal de resistência a um governo que vem dando passos largos para um passado não desejado

O momento é de crise na democracia brasileira. Não que crises já não tenham sido por nós vividas em outros momentos da história. Desde 1889, com a proclamação da República, o país passou por duas recessões democráticas, Era Vargas (1930-1945) e Regime Militar (1964-1985). Vivemos sob nossa 6ª Constituição – datada de 1988 – e, desde a redemocratização estabelecida a partir das eleições diretas de 1989, somente dois dos cinco presidentes eleitos até hoje conseguiram finalizar os seus mandatos (Fernando Henrique Cardoso e Luíz Inácio Lula da Silva).

“Nunca havíamos avançado tanto em termos de fortalecimento das instituições democráticas e de avanço nos direitos sociais e nunca vimos retrocessos a tão largos passos”

O que temos assistido, contudo, desde o impeachment de Dilma Rousseff em 2016, única mulher a governar o Brasil até aqui, é um sucessivo processo de enfraquecimento das bases e instituições democráticas do país, e de retrocesso no campo das conquistas sociais alcançadas com muito esforço pela sociedade civil organizada. Nunca havíamos avançado tanto em termos de fortalecimento das instituições democráticas e de avanço nos direitos sociais e nunca vimos retrocessos a tão largos passos.

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Foto: Carlos Salazar

Dia Internacional dos Povos Indígenas: CLADE comemora a restauração da Escola Ayllu de Warisata

10 de Agosto de 2019

No contexto do Dia Internacional dos Povos Indígenas (9 de agosto), comemoramos uma importante notícia: o governo da Bolívia realizou a entrega oficial da Escola Ayllu de Warisata restaurada.

Tendo funcionado inicialmente por um curto período, de 1931 a 1940, a escola é considerada uma das experiências de educação mais significativas da América Latina e do Caribe, por transmitir os princípios de liberdade, solidariedade, reciprocidade, revalorização da identidade cultural e produção comunitária e sustentável, em harmonia com a mãe terra. A escola, reconhecida como monumento e patrimônio nacional, foi restaurada e segue viva, assim como os ideais que levaram à sua criação. (mais…)


Foro por el Derecho a la Educación Pública

Chile: Docentes declaram greve por tempo indeterminado

6 de Junho de 2019

Fotos e vídeos por: Foro por el Derecho a la Educación Pública

Em 2018, o Colégio de Professores do Chile, denunciou a crise estrutural na educação pública e em relação ao trabalho profissional docente no país, apresentando ao Ministério da Educação (MINEDUC) uma petição com 11 pontos. Em seguida, teve início um longo processo de conversas infrutíferas entre docentes e o Ministério da Educação, com respostas ambíguas e evasivas às petições do magistério. No último ano, foram organizadas manifestações e greves parciais para defender a qualidade da educação e demandar melhores condições de trabalho para o magistério. (mais…)


Chile: Debates sobre educação popular e os desafios da educação de hoje

4 de Junho de 2019

O Grupo de Trabalho de Educação para a Paz, os Derechos Humanos e a Convivência Solidária do Conselho de Educação Popular da América Latina e do Caribe (CEAAL) organizou o encontro internacional “Memória, Verdade e Cidadania” no Chile.

Na ocasião, educadoras e educadores populares de Argentina, Chile, Peru e Venezuela se reuniram para analisar os desafios da escola de hoje.

Segundo Edgardo Álvarez, diretor da Corporação Ação Coletiva Educação e Comunidade, que integra o grupo de trabalho do CEAAL, a iniciativa convoca e mobiliza educadoras e educadores populares da América Latina e do Caribe, para dialogar e refletir sobre os temas: memória, verdade e construção de cidadania, assim como os desafios que essas temáticas apresentam para a sociedade latino-americana, e em especial para os sistemas educacionais dos diferentes países da região.

Entre os objetivos, está discutir sobre a construção de uma escola pública fortalecida, cidadã, plena e libertária.

Saiba mais sobre a iniciativa, ouvindo a reportagem a seguir (em espanhol):

>> Confira outras notícias sobre ações e diálogos, realizados para defender uma educação emancipadora em América Latina e Caribe, e participe desse debate, acessando o site da mobilização “Educar para a Liberdade” (em espanhol).

Diálogo virtual destaca caminhos para educação emancipadora na América Latina e no Caribe

30 de Maio de 2019

Depois de reunir especialistas e representantes de seus membros em outras três reuniões virtuais, que abordaram os desafios para garantir o direito humano à educação na região, a Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (CLADE) realizou, no dia 21 de maio, o último de uma série de quatro diálogos virtuais organizados no contexto da Semana de Ação Global pela Educação (SAME) 2019. Nessa ocasião, aprofundaram-se os diálogos e reflexões sobre o que é uma educação emancipadora e como garanti-la na América Latina e no Caribe. (mais…)


Educar para a liberdade: CLADE lança documento sobre educação emancipadora

21 de Maio de 2019

Para compartilhar reflexões sobre alguns eixos que, do ponto de vista da CLADE, sustentam uma educação transformadora e libertadora para a América Latina e o Caribe, lançamos o documento “Educar para a liberdade: Por uma educação emancipadora que garanta direitos”. (mais…)


Em Fórum Regional, a CLADE dialoga com redes de educadoras e educadores humanistas de diferentes países

15 de Maio de 2019

A Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (CLADE) participou de diálogos com integrantes de redes de educadoras e educadores de América Latina, Caribe e outras partes do mundo, durante o 4º Fórum Humanista Latino-Americano, realizado de 10 a 12 de maio em Santiago, Chile.

Essa participação se deu por um convite da Rede de Educadores Humanistas e da Rede de Educadores Criativos e Rebeldes (Recrear) do Fórum, bem como da Pressenza, agência de comunicação humanista membro da CLADE. A Campanha foi representada no Fórum por sua coordenadora de comunicação e mobilização, Fabíola Munhoz, que participou de um diálogo e intercâmbio sobre experiências educativas inspiradoras na tarde de 11 de maio, na Biblioteca de Santiago, ao lado do presidente do Colégio de Professores do Chile, Mario Aguilar; do educador e membro da equipe da produtora humanista 4V do Brasil, Vinicius Chamet; e de representantes da Corrente Pedagógica Humanista Universalista (COPEHU). O diálogo foi moderado por Carlos Crespo, educador peruano que também é coordenador da Rede de Educadores Humanistas.

Vinicius Chamet falou sobre a grave situação de censura e repressão que docentes do Brasil enfrentam, como resultado de ações de desinformação que o movimento “Escola sem Partido” promove no país. Esse movimento, que apresentou um projeto de lei de mesmo nome no Congresso Nacional, quer legitimar por lei e na gestão educacional o impedimento a que professoras e professores abordem questões relacionadas a política e igualdade de gênero nas salas de aula. “Esse movimento incentiva estudantes a gravarem as aulas de seus professores e denunciá-los caso abordem determinados tópicos em aula”, explicou Chamet.

O educador também apresentou o Manual de Defesa contra a Censura nas Escolas, elaborado pela 4V em parceria com outras organizações da sociedade civil do Brasil. O material oferece a docentes um conjunto de estratégias e medidas que podem ser adotadas em resposta a agressões, especialmente nos campos jurídico, político-pedagógico e da comunicação. Chamet contou que existe a ideia de estabelecer parcerias para traduzir esse manual para o espanhol e adaptá-lo aos diferentes contextos de outros países da América Latina e do Caribe que sofrem com o mesmo problema.

Stefano Colonna, da COPEHU, abordou experiências-piloto de aplicação dessa corrente pedagógica humanista em instituições públicas de Educação Básica Regular de Lima, Peru. De acordo com um vídeo que apresentou na ocasião, a implementação de uma pedagogia da intencionalidade permite que as novas gerações pensem coerentemente e, além disso, estimula a não-violência ativa, a autorregulação, a auto-aprendizagem, o gosto pela pesquisa e a aprendizagem, o contato com registros interno como a paz, a alegria, o senso transcendental da vida, a força interior e a comunhão com tudo o que existe.

Veja o vídeo:

Mario Aguilar comentou as ações que o Colégio de Professores vem promovendo pela refundação de um movimento sindical e pedagógico humanista, a favor de uma educação humanizadora, transformadora e liberadora, para além da reivindicação de melhores salários e condições de trabalho adequadas para o magistério. “Com esse objetivo, levamos nossa gestão no Colégio de Professores, que é baseada na participação democrática direta e na consulta às bases antes de cada decisão, bem como na transparência”, disse.

Participação da CLADE

Fabíola Munhoz apresentou a missão da CLADE e comentou alguns dos desafios para a garantia do direito humano à educação na América Latina e no Caribe, que foram compartilhados em uma série de diálogos virtuais realizados com a participação de integrantes da Campanha em diferentes países da região. Entre os desafios mencionados nesses diálogos virtuais, que foram organizados pela CLADE como parte das ações da Semana de Ação Mundial pela Educação (SAME) 2019, destacou: o corte de verbas para a educação pública, retrocessos para a igualdade de gênero na educação e a tendência ao militarismo e à censura nas escolas de diferentes países da região.

“O movimento ‘Con mi hijo no te metas’, semelhante ao ‘Escola sem Partido’ no Brasil, está presente em diferentes países da região. Além disso, a censura aos diálogos sobre política nas escolas está prevista em um projeto de lei no Brasil, mas também é debatida no Congresso Nacional da Colômbia, enquanto há uma tendência a militarizar a educação e a propor a violência e o controle como formas de enfrentar os conflitos em escolas do Brasil e do Chile, por exemplo. Como CLADE, defendemos que qualquer conflito na educação deve ser resolvido pelo diálogo. Entendemos que a resistência a esses processos deve ser conjunta e regional. Por isso, é tão importante o trabalho que vocês, como redes de educadoras e educadores humanistas, desenvolvem”, afirmou.

Leia+ SAME 2019

Fabíola Munhoz também apresentou a iniciativa da CLADE chamada Educar para a Liberdade, que visa a promover e estimular diálogos sobre o que é uma educação emancipadora que garanta direitos, e como realizá-la em nossa região. Convidou as educadoras e os educadores presentes a se unirem à iniciativa, e a também compartilharem nesse contexto suas experiências e práticas de educação liberadora, humanizadora e transformadora.