SAME na Bolívia começará amanhã

10 de junho de 2019

As atividades da Semana de Ação Mundial pela Educação (SAME) na Bolívia começarão amanhã (11/06) e incluirão: a apresentação de um documentário sobre os promotores culturais aimaras; uma reunião para análise e reflexão sobre os progressos e desafios para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS 4), relativo à educação; uma discussão sobre educação intra, intercultural e multilíngue; e um fórum sobre a influência das artes na educação. A agenda da SAME 2019 mobilizará a comunidade educacional e a sociedade boliviana de 11 a 14 de junho.

Com o tema “Minha Educação, meus Direitos”, a SAME na Bolívia é organizada pela Campanha Boliviana pelo Direito à Educação (CBDE), membro da Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (CLADE) no país. Com a iniciativa, se quer envolver a sociedade boliviana no debate e reflexão sobre as principais questões da agenda educacional nacional, tais como: “luta contra a violência na educação”, “gênero e educação”, bem como “educação com respeito e inclusão a diferentes culturas e visões de mundo “, entre outros..

“Convidamos toda a população boliviana, professoras e professores, estudantes, mães e pais e outras pessoas interessadas a fazer parte da Semana de Ação Mundial pela Educação”, diz David Aruquipa, diretor executivo do CBDE.

Em seguida, compartimos o programa de atividades da SAME 2019 na Bolívia:

11/06, 17:30 – 20:30
Apresentação documental sobre promotores culturais aimara
Lugar – Museu de Etnografia e Folclore

12/06, 9:00 – 17:00
Fórum Internacional “Minha Educação, Meus Direitos”
Lugar – Museu de Etnografia e Folclore

13/06 – 9:00 – 12:00
Discussão “Avanços e Desafios da Educação Intra, Intercultural e Multilingue”
Lugar – Auditório do Instituto de Integração Internacional

14/06 – 9:00 – 16:00
Fórum “Educação Além da Educação: Incidência das Artes na Educação”
Lugar –  Auditório do Instituto de Integração Internacional

“Nossa Educação, Nossos Direitos”

Com o tema “Nossa Educação, Nossos Direitos”, a SAME em nível regional reuniu especialistas, educadores, educadores, educadoras e membros da CLADE para discutir a situação (avanços e desafios) do direito à educação na América Latina e no Caribe. Com este objetivo, quatro diálogos virtuais foram realizados.

No terceiro encontro da série, realizado em 16 de maio, David Aruquipa, da CBDE, apresentou uma análise do panorama educacional atual na Bolívia.

“Uma das questões mais fortes neste momento é a qualidade da educação. A Bolívia não assinou o PISA [Programa Internacional de Avaliação de Estudantes] e, por recomendação da sociedade civil e com a política do governo, entramos no processo de avaliação educacional da UNESCO. Este ano, a primeira avaliação de qualidade será implementada sob este sistema”, explicou.

Ele também apontou alguns desafios para a realização do direito à educação na Bolívia, por exemplo: a mobilização de grupos conservadores que desejam promover retrocessos na educação, em questões nas quais progresso, como: direitos sexuais e reprodutivos e a proibição da discriminação baseada na orientação sexual e identidade de gênero nos centros educacionais.

“Esses elementos dos direitos humanos têm sido alvo direto de grupos conservadores e confessionais que, com a presença de senadores e deputados de partidos conservadores, empurraram para trás a agenda da educação para uma sexualidade integral”, afirmou.


Diálogo virtual destaca caminhos para educação emancipadora na América Latina e no Caribe

30 de maio de 2019

Depois de reunir especialistas e representantes de seus membros em outras três reuniões virtuais, que abordaram os desafios para garantir o direito humano à educação na região, a Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (CLADE) realizou, no dia 21 de maio, o último de uma série de quatro diálogos virtuais organizados no contexto da Semana de Ação Global pela Educação (SAME) 2019. Nessa ocasião, aprofundaram-se os diálogos e reflexões sobre o que é uma educação emancipadora e como garanti-la na América Latina e no Caribe. (mais…)


Foto del rostro de una adolescente peruana, mirando a un lado, con un gran sombrero tradicional
Foto: Marcia Kentalis

Peru: Mais de 100 organizações da sociedade civil se mobilizam para defender a perspectiva de gênero na educação

8 de maio de 2019

Diante de novos ataques de grupos conservadores contra a inclusão de uma perspectiva de gênero no currículo nacional da educação básica, a sociedade civil peruana se manifesta a favor da nova política educacional (mais…)


Tres jóvenes peruanas vistiendo indumentaria tradicional. En la parte posterior de la imagen, hay montañas.
PxHere

Peru: Política de Igualdade de Gênero é aprovada, e a Suprema Corte decide a favor de currículo escolar com perspectiva de gênero

9 de abril de 2019

Na última semana, ocorreram conquistas importantes para a educação com igualdade de gênero no Peru. Por um lado, o governo do país publicou o Decreto Supremo N ° 008-2019, que aprova a Política Nacional de Igualdade de Gênero. Por outro, a Suprema Corte do Peru declarou, em última instância, que uma ação popular movida por grupos conservadores, contra a abordagem de gênero no currículo nacional de educação básica, é “infundada em todos os seus extremos”. (mais…)


Joven peruana vestida con una camisa rosa de manga larga y un sombrero, sosteniendo un maíz pequeño. En la parte posterior de la imagen, hay montañas y un cielo azul.
PxHere

Peru: “A política nacional de igualdade de gênero e a incorporação da abordagem de gênero no currículo geram sinergias para superar discriminação contra meninas e mulheres”

Na semana passada, o governo do Peru publicou o Decreto Supremo N ° 008-2019, que aprova a Política Nacional de Igualdade de Gênero. Além disso, a Suprema Corte do país declarou, em última instância, que uma ação popular movida por grupos conservadores contra a abordagem de gênero no Currículo Nacional de Educação Básica (CNEB) é “infundada em todos os seus extremos”, e que o currículo deve ser implementado. (mais…)


Dia da Eliminação da Discriminação Racial: dialogamos com duas defensoras da igualdade racial e de gênero

21 de março de 2019

Duas mulheres negras que são referência na luta por igualdade racial e de gênero na América Latina e no Caribe analisam a relação entre esses temas e a educação, bem como sua importância para a garantia de uma educação emancipadora (mais…)


CLADEM: “A educação integral em sexualidade traz muitos benefícios para a sociedade”

9 de março de 2019

Julia Escalante de Haro, do CLADEM, destaca a importância de uma educação baseada na luta contra a discriminação
(mais…)


3 niñas en su clase
João Zinclair

Marzo: mes de lucha por una educación con igualdad de género

1 de março de 2019

El 8 de marzo se celebra el Día Internacional de la Mujer, fecha que marca la lucha por los derechos de las niñas y mujeres, y el combate a la violencia y discriminación relacionada a género. Desde el punto de vista de la CLADE, para alcanzar la igualdad de género es necesario promover una educación emancipadora y garante de derechos (mais…)


Foto de Nilma Lino Gomes
NH

“A escola precisa tratar o estudante como sujeito social, histórico e de direitos humanos”

15 de novembro de 2016

No contexto da IX Assembleia Regional da CLADE, que enfatizou os desafios para a realização de uma educação emancipadora e garante de direitos, entrevistamos Nilma Lino Gomes, pedagoga brasileira, reitora da Universidade da Integração da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) e ex-ministra do Ministério de Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos no governo de Dilma Rousseff.
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