Foto: Foro por el Derecho a la Educación Pública

A CLADE se solidariza com o magistério chileno diante da detenção de docentes e líderes sindicais no país

25 de Junho de 2019

Uma manifestação realizada hoje, 25 de junho, pelo sindicato de docentes do Chile, em frente ao Palácio de la Moneda – sede do Poder Executivo Chileno – terminou com a prisão de 38 pessoas

Mario Aguilar, presidente do Colégio de Professores, Darío Vásquez, secretário geral do sindicato, e Diego Parra, integrante do Fórum pelo Direito à Educação Pública do Chile, foram detidos, além de 35 professoras e professores que se manifestavam pacificamente para defender o direito à educação pública no centro de Santiago. (mais…)


Foto: Chantal Rigaud/GPE

Aliança Mundial pela Educação não destinará recursos a serviços educacionais com fins lucrativos

22 de Junho de 2019

Em recente reunião da Junta Diretiva da Aliança Mundial pela Educação (GPE, por sua sigla em inglês), realizada em Estocolmo, Suécia, de 11 a 13 de junho, foi claramente estipulado que “os fundos da GPE não podem ser destinados ao apoio de serviços de educação básica com fins lucrativos”. (mais…)


CLADE adere à greve geral em defesa da educação pública e contra os retrocessos aos direitos humanos no Brasil

14 de Junho de 2019

A coordenação executiva da Campaña Latinoamericana por el Derecho a la Educación (CLADE), ao lado da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (CNDE) do Brasil, se une à greve geral que acontece hoje, 14 de junho, em todo o país.

A greve, chamada nas redes sociais de #14J, é convocada por trabalhadoras e trabalhadores, sindicatos, movimentos sociais e comunidades educativas do país, para protestar contra a reforma da previdência e o corte de recursos públicos para a ciência, a educação e outras áreas das políticas públicas sociais, sendo ambas as iniciativas promovidas pelo governo de Jair Bolsonaro, com graves impactos para os direitos da população brasileira e o acirramento de desigualdades e injustiças.

Leia o comunicado da Campanha Nacional pelo Direito à Educação

Declaração de Adesão à greve geral de 14 de junho de 2019 por todos os direitos e contra a reforma da previdência

Nesse contexto, a coordenação executiva da CLADE, cuja sede está em São Paulo, participa das manifestações e da greve geral, ao lado da coordenação da CNDE e de outros coletivos, organizações, movimentos sociais, estudantes, docentes e todas as pessoas mobilizadas para defender os direitos humanos no Brasil.

Aderimos à greve geral para dizer não aos retrocessos, defender o financiamento da ciência e da educação pública, gratuita, inclusiva e democrática, e nos manifestar contra a reforma da previdência, que reduz direitos!


Foto: PXHere

Brasil: Governo corta mais de 2 mil bolsas de pós-graduação

7 de Junho de 2019

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Brasil anunciou nesta terça-feira (4) o corte de 2,7 mil bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado em universidades do país. A medida não afeta quem atualmente recebe o benefício. Serão cortadas:

  • 2.331 bolsas de mestrado
  • 335 de doutorado
  • 58 de pós-doutorado

Com esse segundo anúncio, a CAPES alcança uma redução total de 6.198 bolsas de estudo em 2019. O novo bloqueio representa uma redução orçamentária de 4 milhões de reais em 2019 e, para 2020, espera-se um corte de 35 milhões de reais.

Em resposta, a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED) publicou ontem (6) uma carta, repudiando a política. “Esta política de enxugamento atingirá os programas mais frágeis, os estudantes mais pobres e as regiões menos assistidas. Isso revela a face mais cruel das políticas de ajuste econômico em andamento”, diz a Associação.

A ANPED também afirma que o atual ajuste econômico aprofunda um modelo competitivo e excludente, fazendo com que a avaliação de mérito justifique uma profunda desigualdade de financiamento entre os programas. “Esse procedimento tem como consequências a diminuição do acesso à pós-graduação no país e o crescimento das assimetrias regionais, o que se coloca na contramão do Plano Nacional de Educação. Ademais, implicará em graves consequências para a pesquisa e, por conseguinte, para o desenvolvimento do país”, diz.


Foro por el Derecho a la Educación Pública

Chile: Docentes declaram greve por tempo indeterminado

6 de Junho de 2019

Fotos e vídeos por: Foro por el Derecho a la Educación Pública

Em 2018, o Colégio de Professores do Chile, denunciou a crise estrutural na educação pública e em relação ao trabalho profissional docente no país, apresentando ao Ministério da Educação (MINEDUC) uma petição com 11 pontos. Em seguida, teve início um longo processo de conversas infrutíferas entre docentes e o Ministério da Educação, com respostas ambíguas e evasivas às petições do magistério. No último ano, foram organizadas manifestações e greves parciais para defender a qualidade da educação e demandar melhores condições de trabalho para o magistério. (mais…)


Reprodução: Twitter

Brasil: Estudantes e docentes se mobilizam contra corte de recursos públicos para universidades e institutos federais

10 de Maio de 2019

Como reação ao corte de 30% da verba de universidades e institutos federais de ensino, anunciado pelo MEC, professoras, professores, estudantes, pais e mães organizam protestos contra essa medida. (mais…)


Agência de Notícias do Acre

Brasil: Governo tenta revogar mecanismo que estabelece financiamento mínimo necessário para garantir uma educação de qualidade

28 de Março de 2019

Convocando uma reunião extraordinária e secreta do Conselho Nacional de Educação para a tarde da última terça-feira, 26 de março, o governo brasileiro tentou revogar o CAQ (Custo Aluno Qualidade) e o CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial), mecanismos do Plano Nacional de Educação que traduzem em valores o quanto o país deve investir por estudante ao ano, em cada etapa e modalidade do ensino público, para garantir uma educação de qualidade (mais…)


ANDIME

Chile: Denunciam atuação do Ministério da Educação

20 de Março de 2019

Em coletiva de imprensa, funcionárias e funcionários do ministério criticam a falta de clareza sobre como avançar na melhoria do sistema nacional de educação e exigem a renúncia da atual ministra
(mais…)


MARCHA DE LOS PROFESORES FECODE PARO DEL MAGISTERIO PARO DE LOS MAESTROS BOGOTA 22 ABRIL 2015 FOTO DANIEL REINA ROMERO REVISTA SEMANA

Colômbia: professoras e professores realizam greve nacional de dois dias

19 de Março de 2019

A Federação Colombiana de Trabalhadores da Educação (Fecode), que reúne mais de 270.000 professoras e professores de todo o país, convocou uma greve de 48 horas para os dias 19 e 20 de março.

Segundo o sindicato, a greve tem como objetivo exigir financiamento para a educação pública; o cumprimento de contratos de saúde para professores e suas famílias; o direito à promoção e à realocação de professoras e professores vinculadas/os pelo Decreto 1278; a realização do direito humano à educação e o respeito à vida de líderes sociais, professoras e professores, bem como o cumprimento integral dos acordos firmados entre o magistério e o governo nacional. Também se mobilizam contra o Plano Nacional de Desenvolvimento (PND).

“Estamos acompanhando o processo de negociação sobre o financiamento da educação na Colômbia. Depois de três anos consecutivos, há uma situação crítica em relação aos recursos que irão financiar o funcionamento das escolas, as condições de trabalho docente, a alimentação escolar, o transporte escolar e todas as condições que são necessárias para a garantia do direito à educação”, diz Ilich Ortiz, assessor da Fecode.

Segundo o assessor, com duas reformas constitucionais realizadas na Colômbia em 2001 e 2007, foram cortados recursos para a educação pública. O orçamento da educação passou de 46,5% da receita total da Nação para 26,7%.

“Um quinto dos impostos parou de financiar não só a educação pública, mas também a saúde pública, a água potável, o saneamento básico. Esse recurso foi recentralizado pelos governos nacionais nos últimos 20 anos, e vem sendo utilizado para todo tipo de coisa, menos para financiar nossas garantias sociais e nossos direitos fundamentais “, diz Ortiz.

Atividades

Em seu site, a Fecode anuncia as atividades previstas para esses dois dias de mobilização. Na terça-feira, 19 de março, as comunidades educativas se reunirão em assembleias informativas em suas respectivas cidades, com o objetivo de socializar o conteúdo dos pedidos da Fecode e analisar a crise atual da educação pública.

Na quarta-feira, acontece a Grande Marcha até Bogotá, com a chegada de delegações de professoras e professores de diferentes departamentos da Colômbia à capital. A marcha começará às 9h00 (horário local) no Parque Nacional e irá até a Plaza de Bolívar. Além disso, mobilizações e marchas serão realizadas em todas as capitais do país.

Professoras e professores universitárias/os se unem à paralisação

A Associação Sindical de Professores Universitários (ASPU) se uniu às mobilizações para demandar:

  • Um orçamento adequado e suficiente para a educação superior;
  • O respeito ao direito constitucional à liberdade de cátedra nas instituições educativas do país, que hoje é violado por um projeto de lei na Câmara dos Deputados, que quer estabelecer uma lei da mordaça e a perseguição contra os sindicatos de professores;
  • O direito à vida.

A associação também denuncia as persistentes ameaças e violências contra líderes sociais do país, e se opõe igualmente ao projeto do PND. “Este plano é prejudicial para a educação pública, os trabalhadores e os direitos dos colombianos”, diz a ASPU em comunicado.


Campaña Argentina por el Derecho a la Educación

Argentina: Comunidades educativas conseguem anular o fechamento de escolas públicas noturnas

6 de Fevereiro de 2019

Estudantes, trabalhadoras/es da educação e CADE comemoram o resultado de sua luta contra uma resolução do Ministério da Educação da cidade, que estabelecia o fechamento de escolas públicas
(mais…)