CLADE adere à greve geral em defesa da educação pública e contra os retrocessos aos direitos humanos no Brasil

14 de junho de 2019

A coordenação executiva da Campaña Latinoamericana por el Derecho a la Educación (CLADE), ao lado da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (CNDE) do Brasil, se une à greve geral que acontece hoje, 14 de junho, em todo o país.

A greve, chamada nas redes sociais de #14J, é convocada por trabalhadoras e trabalhadores, sindicatos, movimentos sociais e comunidades educativas do país, para protestar contra a reforma da previdência e o corte de recursos públicos para a ciência, a educação e outras áreas das políticas públicas sociais, sendo ambas as iniciativas promovidas pelo governo de Jair Bolsonaro, com graves impactos para os direitos da população brasileira e o acirramento de desigualdades e injustiças.

Leia o comunicado da Campanha Nacional pelo Direito à Educação

Declaração de Adesão à greve geral de 14 de junho de 2019 por todos os direitos e contra a reforma da previdência

Nesse contexto, a coordenação executiva da CLADE, cuja sede está em São Paulo, participa das manifestações e da greve geral, ao lado da coordenação da CNDE e de outros coletivos, organizações, movimentos sociais, estudantes, docentes e todas as pessoas mobilizadas para defender os direitos humanos no Brasil.

Aderimos à greve geral para dizer não aos retrocessos, defender o financiamento da ciência e da educação pública, gratuita, inclusiva e democrática, e nos manifestar contra a reforma da previdência, que reduz direitos!


10,5 milhões de crianças e adolescentes trabalham na América Latina e no Caribe

12 de junho de 2019

Neste Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil (12 de junho), a América Latina e o Caribe não têm motivos para comemorar. Atualmente, 10,5 milhões de crianças e adolescentes trabalham na região, dos quais 6,3 milhões trabalham em empregos perigosos. Esta situação é apresentada nas figuras da Organização Internacional do Trabalho (OIT). (mais…)


SAME na Bolívia começará amanhã

10 de junho de 2019

As atividades da Semana de Ação Mundial pela Educação (SAME) na Bolívia começarão amanhã (11/06) e incluirão: a apresentação de um documentário sobre os promotores culturais aimaras; uma reunião para análise e reflexão sobre os progressos e desafios para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS 4), relativo à educação; uma discussão sobre educação intra, intercultural e multilíngue; e um fórum sobre a influência das artes na educação. A agenda da SAME 2019 mobilizará a comunidade educacional e a sociedade boliviana de 11 a 14 de junho.

Com o tema “Minha Educação, meus Direitos”, a SAME na Bolívia é organizada pela Campanha Boliviana pelo Direito à Educação (CBDE), membro da Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (CLADE) no país. Com a iniciativa, se quer envolver a sociedade boliviana no debate e reflexão sobre as principais questões da agenda educacional nacional, tais como: “luta contra a violência na educação”, “gênero e educação”, bem como “educação com respeito e inclusão a diferentes culturas e visões de mundo “, entre outros..

“Convidamos toda a população boliviana, professoras e professores, estudantes, mães e pais e outras pessoas interessadas a fazer parte da Semana de Ação Mundial pela Educação”, diz David Aruquipa, diretor executivo do CBDE.

Em seguida, compartimos o programa de atividades da SAME 2019 na Bolívia:

11/06, 17:30 – 20:30
Apresentação documental sobre promotores culturais aimara
Lugar – Museu de Etnografia e Folclore

12/06, 9:00 – 17:00
Fórum Internacional “Minha Educação, Meus Direitos”
Lugar – Museu de Etnografia e Folclore

13/06 – 9:00 – 12:00
Discussão “Avanços e Desafios da Educação Intra, Intercultural e Multilingue”
Lugar – Auditório do Instituto de Integração Internacional

14/06 – 9:00 – 16:00
Fórum “Educação Além da Educação: Incidência das Artes na Educação”
Lugar –  Auditório do Instituto de Integração Internacional

“Nossa Educação, Nossos Direitos”

Com o tema “Nossa Educação, Nossos Direitos”, a SAME em nível regional reuniu especialistas, educadores, educadores, educadoras e membros da CLADE para discutir a situação (avanços e desafios) do direito à educação na América Latina e no Caribe. Com este objetivo, quatro diálogos virtuais foram realizados.

No terceiro encontro da série, realizado em 16 de maio, David Aruquipa, da CBDE, apresentou uma análise do panorama educacional atual na Bolívia.

“Uma das questões mais fortes neste momento é a qualidade da educação. A Bolívia não assinou o PISA [Programa Internacional de Avaliação de Estudantes] e, por recomendação da sociedade civil e com a política do governo, entramos no processo de avaliação educacional da UNESCO. Este ano, a primeira avaliação de qualidade será implementada sob este sistema”, explicou.

Ele também apontou alguns desafios para a realização do direito à educação na Bolívia, por exemplo: a mobilização de grupos conservadores que desejam promover retrocessos na educação, em questões nas quais progresso, como: direitos sexuais e reprodutivos e a proibição da discriminação baseada na orientação sexual e identidade de gênero nos centros educacionais.

“Esses elementos dos direitos humanos têm sido alvo direto de grupos conservadores e confessionais que, com a presença de senadores e deputados de partidos conservadores, empurraram para trás a agenda da educação para uma sexualidade integral”, afirmou.


Marcelo Camargo/Agência Brasil

Brasil: SAME mobiliza 200 mil pessoas em defesa do Plano Nacional de Educação

Com o lema “Educação: já tenho um plano! Precisamos falar do Plano Nacional de Educação (PNE)”, a Semana de Ação Mundial pela Educação (SAME) 2019 no Brasil aconteceu entre os dias 2 e 9 de junho. Atividades acadêmicas, educacionais e políticas foram realizadas em diversos lugares, como escolas, praças públicas, bibliotecas comunitárias, universidades e secretarias municipais e estaduais de Educação, com o objetivo de fazer um balanço do cumprimento das metas do PNE, no seu quinto ano de vigência. (mais…)


Foro por el Derecho a la Educación Pública

Chile: Docentes declaram greve por tempo indeterminado

6 de junho de 2019

Fotos e vídeos por: Foro por el Derecho a la Educación Pública

Em 2018, o Colégio de Professores do Chile, denunciou a crise estrutural na educação pública e em relação ao trabalho profissional docente no país, apresentando ao Ministério da Educação (MINEDUC) uma petição com 11 pontos. Em seguida, teve início um longo processo de conversas infrutíferas entre docentes e o Ministério da Educação, com respostas ambíguas e evasivas às petições do magistério. No último ano, foram organizadas manifestações e greves parciais para defender a qualidade da educação e demandar melhores condições de trabalho para o magistério. (mais…)


Em Fórum Regional, a CLADE dialoga com redes de educadoras e educadores humanistas de diferentes países

15 de maio de 2019

A Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (CLADE) participou de diálogos com integrantes de redes de educadoras e educadores de América Latina, Caribe e outras partes do mundo, durante o 4º Fórum Humanista Latino-Americano, realizado de 10 a 12 de maio em Santiago, Chile.

Essa participação se deu por um convite da Rede de Educadores Humanistas e da Rede de Educadores Criativos e Rebeldes (Recrear) do Fórum, bem como da Pressenza, agência de comunicação humanista membro da CLADE. A Campanha foi representada no Fórum por sua coordenadora de comunicação e mobilização, Fabíola Munhoz, que participou de um diálogo e intercâmbio sobre experiências educativas inspiradoras na tarde de 11 de maio, na Biblioteca de Santiago, ao lado do presidente do Colégio de Professores do Chile, Mario Aguilar; do educador e membro da equipe da produtora humanista 4V do Brasil, Vinicius Chamet; e de representantes da Corrente Pedagógica Humanista Universalista (COPEHU). O diálogo foi moderado por Carlos Crespo, educador peruano que também é coordenador da Rede de Educadores Humanistas.

Vinicius Chamet falou sobre a grave situação de censura e repressão que docentes do Brasil enfrentam, como resultado de ações de desinformação que o movimento “Escola sem Partido” promove no país. Esse movimento, que apresentou um projeto de lei de mesmo nome no Congresso Nacional, quer legitimar por lei e na gestão educacional o impedimento a que professoras e professores abordem questões relacionadas a política e igualdade de gênero nas salas de aula. “Esse movimento incentiva estudantes a gravarem as aulas de seus professores e denunciá-los caso abordem determinados tópicos em aula”, explicou Chamet.

O educador também apresentou o Manual de Defesa contra a Censura nas Escolas, elaborado pela 4V em parceria com outras organizações da sociedade civil do Brasil. O material oferece a docentes um conjunto de estratégias e medidas que podem ser adotadas em resposta a agressões, especialmente nos campos jurídico, político-pedagógico e da comunicação. Chamet contou que existe a ideia de estabelecer parcerias para traduzir esse manual para o espanhol e adaptá-lo aos diferentes contextos de outros países da América Latina e do Caribe que sofrem com o mesmo problema.

Stefano Colonna, da COPEHU, abordou experiências-piloto de aplicação dessa corrente pedagógica humanista em instituições públicas de Educação Básica Regular de Lima, Peru. De acordo com um vídeo que apresentou na ocasião, a implementação de uma pedagogia da intencionalidade permite que as novas gerações pensem coerentemente e, além disso, estimula a não-violência ativa, a autorregulação, a auto-aprendizagem, o gosto pela pesquisa e a aprendizagem, o contato com registros interno como a paz, a alegria, o senso transcendental da vida, a força interior e a comunhão com tudo o que existe.

Veja o vídeo:

Mario Aguilar comentou as ações que o Colégio de Professores vem promovendo pela refundação de um movimento sindical e pedagógico humanista, a favor de uma educação humanizadora, transformadora e liberadora, para além da reivindicação de melhores salários e condições de trabalho adequadas para o magistério. “Com esse objetivo, levamos nossa gestão no Colégio de Professores, que é baseada na participação democrática direta e na consulta às bases antes de cada decisão, bem como na transparência”, disse.

Participação da CLADE

Fabíola Munhoz apresentou a missão da CLADE e comentou alguns dos desafios para a garantia do direito humano à educação na América Latina e no Caribe, que foram compartilhados em uma série de diálogos virtuais realizados com a participação de integrantes da Campanha em diferentes países da região. Entre os desafios mencionados nesses diálogos virtuais, que foram organizados pela CLADE como parte das ações da Semana de Ação Mundial pela Educação (SAME) 2019, destacou: o corte de verbas para a educação pública, retrocessos para a igualdade de gênero na educação e a tendência ao militarismo e à censura nas escolas de diferentes países da região.

“O movimento ‘Con mi hijo no te metas’, semelhante ao ‘Escola sem Partido’ no Brasil, está presente em diferentes países da região. Além disso, a censura aos diálogos sobre política nas escolas está prevista em um projeto de lei no Brasil, mas também é debatida no Congresso Nacional da Colômbia, enquanto há uma tendência a militarizar a educação e a propor a violência e o controle como formas de enfrentar os conflitos em escolas do Brasil e do Chile, por exemplo. Como CLADE, defendemos que qualquer conflito na educação deve ser resolvido pelo diálogo. Entendemos que a resistência a esses processos deve ser conjunta e regional. Por isso, é tão importante o trabalho que vocês, como redes de educadoras e educadores humanistas, desenvolvem”, afirmou.

Leia+ SAME 2019

Fabíola Munhoz também apresentou a iniciativa da CLADE chamada Educar para a Liberdade, que visa a promover e estimular diálogos sobre o que é uma educação emancipadora que garanta direitos, e como realizá-la em nossa região. Convidou as educadoras e os educadores presentes a se unirem à iniciativa, e a também compartilharem nesse contexto suas experiências e práticas de educação liberadora, humanizadora e transformadora.


Foto del rostro de una adolescente peruana, mirando a un lado, con un gran sombrero tradicional
Foto: Marcia Kentalis

Peru: Mais de 100 organizações da sociedade civil se mobilizam para defender a perspectiva de gênero na educação

8 de maio de 2019

Diante de novos ataques de grupos conservadores contra a inclusão de uma perspectiva de gênero no currículo nacional da educação básica, a sociedade civil peruana se manifesta a favor da nova política educacional (mais…)


Argentina: Mobilização vai recolher e divulgar depoimentos a favor do direito à educação

23 de abril de 2019

A edição de 2019 da Semana de Ação Global pela Educação (SAME) na Argentina, será celebrada com o tema “Defendamos a Educação: Minha educação, meu direito!”, com atividades entre 24 de abril e o mês de maio. A SAME no país é promovido pela Campanha Argentina pelo Direito à Educação (CADE), em parceria com a Confederação de Trabalhadores da Educação (CTERA) e o Centro de Participação pela Paz e Direitos Humanos (CePaDeHU). (mais…)


Tres chicas jóvenes que caminan en uniformes escolares haitianos, con mochilas, en un camino sin pavimentar, con algunos árboles de plátano en el fondo
Archivo CLADE

Haiti: Reagrupamento Educação para Todas e Todos incide pela criação de um grupo local de educação

29 de março de 2019

O grupo, que iniciará seus trabalhos neste semestre, tem como objetivo promover um diálogo inclusivo e transparente sobre políticas educacionais no país.
(mais…)