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Brasil: Estudantes e docentes se mobilizam contra corte de recursos públicos para universidades e institutos federais

10 de Maio de 2019

Como reação ao corte de 30% da verba de universidades e institutos federais de ensino, anunciado pelo MEC, professoras, professores, estudantes, pais e mães organizam protestos contra essa medida.

O Ministério da Educação do Brasil (MEC) anunciou no dia 30 de abril o corte de 30% dos recursos públicos destinados a universidades e institutos federais. Essa medida faz parte de um conjunto de políticas implementadas pelo atual governo nacional, que favorecem a precarização do ensino público e a debilitação da responsabilidade do Estado pela garantia da educação como um direito humano de todas as pessoas. Estudantes e docentes se opõem a essa decisão do governo. Em diversas universidades federais, estudantes estão convocando assembleias e organizando protesto como demonstração de repúdio.

Iniciou-se, então, uma onda de protestos por todo o país. Em Salvador, no dia 6 de maio, uma multidão tomou as ruas em apoio à Universidade Federal da Bahia e a outras 100 instituições de ensino que serão afetadas pela medida do governo. Em Curitiba, estudantes organizaram um ato no dia 8 de maio, em defesa da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Na Paraíba, nos dias 6 e 7 de maio, estudantes protestaram em apoio ao Instituto Federal da Paraíba (IFPB).

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O maior dos protestos ocorreu no Rio de Janeiro, onde estudantes, docentes e pais se reuniram em frente ao Colégio Pedro II. No momento do ato, o centro educativo recebia o presidente Jair Bolsonaro, que participava de uma solenidade comemorativa pelos 130 anos da instituição. Participaram do protesto não somente pessoas ligadas à instituição Pedro II, que também sofrerá com os cortes, mas também estudantes e docentes de diversas instituições de ensino federais.

O corte de recursos está previsto para ser implementado a partir do segundo semestre deste ano, mas o Ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que, por se tratar de uma medida preventiva, poderá não ser colocada em prática, se houver mudança no cenário econômico.

Grandes manifestações contra o corte na educação serão realizada em todo o país na quarta-feira, 15 de maio. A CLADE se somará aos protestos.

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Por Júlia Mendes, para a CLADE